Embora o STJ tenha decidido pela validade do pagamento dos honorários do corretor de imóveis em apartado, ou seja, pago diretamente pelo comprador do imóvel novo ou em construção, ao invés de o ser pela construtora, desde que lhe seja “previamente informado”, vejo isso como um procedimento inadequado e prejudicial.

Informado por quem? Pela construtora, já na sua publicidade, ou pelo corretor, bem na hora do atendimento?

Ser informado previamente não é o mesmo que ter contratado. Quem paga os honorários do corretor é quem o contratou, nesse caso, a construtora.

Quando o pretenso comprador chega ao estande de vendas do empreendimento ele já encontra lá, de plantão, o corretor de Imóveis.

Aliás, qual é mesmo a grande vantagem de se implementar essa rotina?

A bem da verdade o que vejo nisso é um grande problema, especialmente para o corretor, que passa a ser persona non grata para o cliente, que vai tentar se esquivar do seu atendimento no intuito de se livrar do pagamento dos seus honorários.

Daí, certamente decorrerão prejuízos também para a construtora, que na ânsia de se livrar de pagar o imposto sobre o valor que será destinado ao pagamento do corretor, algo ínfimo para ela, menos de 0,5% do valor do imóvel, estará fomentando um conflito de interesses.

E nessa história toda o corretor continua pagando o mesmo imposto que já pagava e recebendo os mesmos honorários, não se beneficiando em nada com essa “novidade” que tanto tem provocado demandas judiciais.

É estrategicamente importante lembrar que o corretor está na ponta, que é ele quem faz o atendimento ao cliente e não o diretor ou o presidente da empresa.

Também é importante e estratégico procedermos uma melhor análise dessa situação e ver se vale a pena prosseguir nela, pois os conflitos continuarão ocorrendo e certamente resultarão em prejuízos para todas as partes: cliente, corretor e construtora.

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